14 de fevereiro de 2011

amo-te

Hoje sabes o que me deixa triste, MJ? O facto de não poder estar contigo. Eu sei que não passa só de um dia como todos os outros, apenas com um nome diferente, mas porra, eu sou lamechas e o dia dos namorados é sempre o dia dos namorados, ou namoradas, neste caso.
Gostava de ter acordado a teu lado, dar-te muitos beijinhos de bom dia, estar horas simplesmente a olhar para ti, a apreciar toda essa tua beleza. Gostava de ter feito uma mistela qualquer para o almoço, e de agora estar enroscadinha a ti a ver um filme qualquer e depois outro... E logo, gostava de poder ir jantar contigo a um restaurante todo bonitinho, com velinhas e tudo.
Mas não... Apenas posso imaginar que o dia pudesse ser realmente assim.
Sabes uma coisa? Fazes-me tanta falta. Como é possível que não te veja apenas há um dia e que já esteja aqui a morrer de saudades tuas pelos cantos? Como é possível que me dê um friozinho na barriga só de pensar que ainda falta uma para estar contigo outra vez? Se calhar é porque já não vivo sem ti. Habituei-me à tua presença dia após dia, noite após noite, e agora custa-me não te ter comigo. Sabes que ontem à noite demorei horas a conseguir adormecer? Sentia falta de algo ao meu lado. Sentia a tua falta. Sentia e sinto. Os meu dias são tão mais pobres sem tu estares a meu lado. Mas ao mesmo tempo tão mais ricos desde que entraste na minha vida! As saudades podem ser muitas, mas nem por um segundo deixo de sentir esta felicidade imensa que sinto desde que estou a teu lado. Porque tu me fazes feliz
Penso em ti a todo o segundo e sei que quando penso em ti, tu também está a pensar em mim. Isso atenua um bocadinho as saudades. Parece que, pelo menos em pensamento, podemos estar juntas. E aí, longe de tudo e de todos, não temos de ter medo de nada, reservas ou vergonhas. Aí não há férias, fns-de-semana, ou horas sem ti. Aí, existimos apenas nós e tudo o que sentimos uma pela outra.
Agora fecha os olhos. Fechas os olhos e imagina-me a teu lado. Imagina-me a olhar para ti, a dar-te a mão. Imagina-me a aproximar de ti, a beijar-te. Depois, um mega abraço. Imagina-me agora a olhar-te nos olhos e a dizer que te amo...
Um bocadinho lamechas, sim. Mas, afinal, hoje é ou não é dia para lamechices? (Como se eu não fosse lamechas nos outros dias...)
Podes não ter direito a uma prenda dentro de um embrulho fofinho, mas uma coisa tu já tens... o meu coração. É todo teu. Sem embrulho nem fitinha. Simplesmente ele. Simplesmente todo o meu amor.
Amo-te.

13 de fevereiro de 2011

o hoje

Fui contando o início da história de mim e da MJ aos poucos. Tudo o que passámos é importante, claro, tal como tudo o que ainda vamos passar, mas haverá algo mais importante que o Presente?!
Hoje eu a MJ estamos juntas há pouco mais de um mês. Já nos habituámos ao facto de só podemos ser realmente namoradas no nosso Mundo, sendo que este nosso Mundo já não é apenas o meu quarto. O nosso Mundo passou a ser também a casa dela, a casa dos amigos... No entanto, o nosso Mundo ainda está longe de se misturar com o Mundo real. Mas confesso que se está a tornar cada vez mais difícil resistir à vontade que tenho de sair à rua e gritar a toda a gente que amo a MJ e que nunca na vida fui tão feliz.
Sim, é verdade. Nunca na vida me senti tão feliz, nunca na vida me senti tão bem com alguém como sinto agora. Curioso que, com tantos namorados que tive, me sinta desta maneira com uma Mulher. Mas não é uma mulher qualquer, é a Mulher! É nada mais nada menos que a mulher da minha vida. a Mulher que eu amo. Sem dúvida alguma que nunca senti algo tão intenso nem tão verdadeiro.
Em todas as minhas anteriores relações, eu acabava por ser quase obrigada a abdicar de algo que fazia parte de mim e da minha maneira de ser, pelo bem-estar da relação. Claro que isso acabava por não contribuir para o meu próprio bem-estar, mas isso acabava por ser irrelevante. Agora, com a MJ, sinto-me a descobrir coisas de mim que nem eu própria conhecia. Agora, sinto-me realmente eu, sem nada a mais nem nada a menos., sou eu, simplesmente eu.
A felicidade que sinto neste momento é tão pura, tão verdadeira, tão simplesmente felicidade!
Sinto que alcançámos uma relação perfeita. Nem eu nem ela somos perfeitas, ninguém o é. Mas juntas, completamo-nos... O que ela tem a mais, eu tenho a menos. O que eu tenho a menos, ela tem a mais. Será que realmente existem almas gémeas? E se existem, será que eu e a MJ o somos?
Tudo o que sei é que estou mesmo muito feliz e que, apesar de nunca ter pensado que era possível vir a apaixonar-me por uma mulher, estou cada vez mais apaixonada pela MJ.
E agora, o que virá a seguir? Sei que basta nos distrairmos uma vez para que toda a gente fique a saber de nós. Mas confesso que já estou por tudo. Agora, venha o que tiver de vir. Estou aqui para isso e disposta a lutar pelo que sinto. Uma coisa é certa: não vou desistir da MJ nunca.

2 de fevereiro de 2011

o pedido

O romance entre mim e MJ estava a correr realmente muito bem. Estávamos bem juntas, dávamo-nos bem. Era bastante notório que o que sentíamos estava a crescer quase a olhos vistos. O que eu já sentia por ela era já mesmo muito forte. E, pela segunda vez, disse a palavra "amo-te" com todo o sentimento que ela carrega. O facto de estar com uma mulher era já secundário. Estava feliz, realmente feliz.. Que mais podia importar?!
Começava a crescer em mim uma enorme vontade de sair à rua, dar-lhe a mão, beijá-la e dizer a toda a gente o que sentia por ela, que não passávamos de meras melhores amigas, que éramos muito mais que isso, éramos pseudo-namoradas. Sim, era este o termo que nos atribuíamos. E, na verdade, o que mais importa é o que se sente pela pessoa com quem estamos, e não o título que pudemos ter.
No entanto, parecia que faltava qualquer coisa para colmatar o que sentíamos. Faltava o tal pedido.
Num fim de tarde gelado, estávamos em casa dum colega nosso, aquele a quem contámos primeiro. Uma casa com uma piscina fantástica, com vista para toda a "nossa cidade", sob um imenso e lindo luar. Aí, na rua à beira da piscina, eu e a MJ estávamos agarradinhas porque o frio era imenso. Aí, a MJ fez a derradeira pergunta: "Queres namorar comigo?". Escusado será dizer que, depois de lhe perguntar se estava mesmo a falar a sério, respondi-lhe que sim.
É lógico que este passo não mudou em nada os sentimentos, não mudou em nada o nosso dia-a-dia, ou o que quer que seja. Mas o simples facto de puder chamá-la de namorada, conseguia deixa-me ainda mais feliz do que o que já estava.
Estávamos assim comprometidas uma com a outra.
No entanto, não fizemos dessa a nossa data. A nossa data será sempre aquele dia em que tudo começou, naquele sítio especial. Aquele dia em que o que sentíamos deixou de poder continuar a ser ignorado.