2 de fevereiro de 2011

o pedido

O romance entre mim e MJ estava a correr realmente muito bem. Estávamos bem juntas, dávamo-nos bem. Era bastante notório que o que sentíamos estava a crescer quase a olhos vistos. O que eu já sentia por ela era já mesmo muito forte. E, pela segunda vez, disse a palavra "amo-te" com todo o sentimento que ela carrega. O facto de estar com uma mulher era já secundário. Estava feliz, realmente feliz.. Que mais podia importar?!
Começava a crescer em mim uma enorme vontade de sair à rua, dar-lhe a mão, beijá-la e dizer a toda a gente o que sentia por ela, que não passávamos de meras melhores amigas, que éramos muito mais que isso, éramos pseudo-namoradas. Sim, era este o termo que nos atribuíamos. E, na verdade, o que mais importa é o que se sente pela pessoa com quem estamos, e não o título que pudemos ter.
No entanto, parecia que faltava qualquer coisa para colmatar o que sentíamos. Faltava o tal pedido.
Num fim de tarde gelado, estávamos em casa dum colega nosso, aquele a quem contámos primeiro. Uma casa com uma piscina fantástica, com vista para toda a "nossa cidade", sob um imenso e lindo luar. Aí, na rua à beira da piscina, eu e a MJ estávamos agarradinhas porque o frio era imenso. Aí, a MJ fez a derradeira pergunta: "Queres namorar comigo?". Escusado será dizer que, depois de lhe perguntar se estava mesmo a falar a sério, respondi-lhe que sim.
É lógico que este passo não mudou em nada os sentimentos, não mudou em nada o nosso dia-a-dia, ou o que quer que seja. Mas o simples facto de puder chamá-la de namorada, conseguia deixa-me ainda mais feliz do que o que já estava.
Estávamos assim comprometidas uma com a outra.
No entanto, não fizemos dessa a nossa data. A nossa data será sempre aquele dia em que tudo começou, naquele sítio especial. Aquele dia em que o que sentíamos deixou de poder continuar a ser ignorado.

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